Como controlar capim-amargoso? Descubra agora!

“O agricultor que não controla o mato hoje, não colhe amanhã.” – Ditado popular

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O capim-amargoso (Digitaria insularis) é uma das ervas daninhas mais agressivas na competição com a soja, gerando grandes prejuízos.

Segundo dados da Embrapa, a presença desse capim pode reduzir a produtividade da cultura em até 44% se não for controlado adequadamente.

Em situações mais avançadas, essa redução pode chegar a 70%, dependendo do nível de infestação.

Para evitar esses prejuízos, é fundamental adotar estratégias eficazes de manejo de capim-amargoso. O controle dessa planta daninha requer um planejamento cuidadoso, combinando diferentes métodos, como o uso de herbicidas para capim-amargoso, rotação de culturas e medidas preventivas.

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Ao longo deste artigo, você aprenderá sobre as características desse capim, os desafios impostos pela sua resistência ao glifosato e as melhores práticas de controle de capim-amargoso nas lavouras de soja e milho.

Então, fique atento às dicas e informações para garantir a produtividade e rentabilidade da sua safra.

Como controlar capim-amargoso? Descubra agora!

Entendendo o capim-amargoso e seus prejuízos às lavouras

O capim-amargoso é uma planta daninha muito prejudicial às lavouras no Brasil. É um problema grande para soja e milho.

Aliás, ele pode reduzir a produtividade em até 44% da soja, segundo a Embrapa.

Essa planta tem muitas sementes, cerca de 100 mil por planta. Isso ajuda a espalhar-se por muitas áreas. As sementes podem germinar o ano todo, tornando difícil controlar.

É mais comum no Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Lá, os prejuízos são maiores.

O capim-amargoso compete por água, luz e nutrientes, então, isso afeta o crescimento e a produtividade das culturas. Segundo o Terra Magna, infesta quase todo o Brasil e muitos cultivos de grãos.

Para minimizar os prejuízos, é importante usar estratégias de manejo eficientes. Combinação de métodos químicos e culturais é crucial. É importante atuar preventivamente, evitando o crescimento da erva daninha.

Usar herbicidas específicos, remover a erva, cobrir o solo e controlar biologicamente são boas práticas. Além disso, adubar bem ajuda a fortalecer as culturas e reduzir os danos.

Monitorar as lavouras e controlar as plantas daninhas é essencial. Isso ajuda a minimizar os prejuízos do capim-amargoso e manter a produtividade.

A resistência do capim-amargoso ao glifosato

O capim-amargoso está se tornando um grande desafio para os agricultores brasileiros. Isso porque ele está ficando cada vez mais resistente ao glifosato.

Os primeiros sinais de resistência apareceram em 2008, no Paraná. Desde então, a planta se espalhou por todo o país.

Um estudo de 2016 mostrou que 87% das plantas de capim-amargoso perto de rodovias em vários estados eram resistentes ao glifosato.

Isso causou preocupação entre os produtores. O glifosato é muito usado para controlar plantas daninhas.

A resistência ao glifosato surgiu porque o herbicida foi usado muito. O plantio direto, que começou na década de 90, fez o capim-amargoso mais importante.

As aplicações repetidas de glifosato selecionaram plantas resistentes.

Em 2016, o capim-amargoso também mostrou resistência a outros herbicidas, como o fenoxaprope e o haloxifope-p-metílico. Isso torna o controle ainda mais difícil, pois limita as opções de herbicidas.

Ter capim-amargoso resistente nas lavouras pode aumentar muito os custos. Em áreas com soja e buva resistentes, os custos podem subir até 222%.

Sem dúvidas, esses dados mostram a importância de encontrar maneiras de controlar o capim-amargoso e evitar mais resistência.

Estratégias de manejo do capim-amargoso na entressafra

Imagem: Blog DigiFarmz

O período da entressafra é ideal para controlar o capim-amargoso. Nesse tempo, há mais opções de manejo.

É importante aplicar herbicidas quando as plantas tenham até 2 perfilhos. Isso aumenta as chances de sucesso.

O capim-amargoso tem reservas que os herbicidas não afetam. Por isso, um controle tardio pode precisar de aplicações repetidas. Isso deixa as reservas sem mais força para rebrotar.

Os herbicidas usados inicialmente são sistêmicos, como o glifosato e o graminicida. Depois, vem o uso de herbicidas de contato, como o glufosinato de amônio e o paraquat.

O intervalo entre as aplicações varia de 10 a 20 cm, dependendo da rebrota. Seguindo essas estratégias, é possível diminuir a infestação do capim-amargoso. Isso ajuda a evitar perdas na produtividade das culturas futuras.

É importante também adotar práticas preventivas. Evitar áreas em pousio e usar a palhada de culturas anteriores são essenciais.

Juntar essas práticas ao uso de herbicidas seletivos cria um plano eficaz contra o capim-amargoso resistente.

Um manejo adequado na entressafra é crucial para evitar a dispersão do capim-amargoso. Isso garante o sucesso das culturas e a rentabilidade do produtor.

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Uso de herbicidas pós-emergentes para controlar capim-amargoso

Tu herbicidas pós-emergentes são essenciais para controlar o capim-amargoso. Os graminicidas seletivos, como o clethodim e o haloxyfop, são muito eficazes.

Eles controlam bem plantas pequenas e são ótimos para o primeiro uso em um manejo sequencial.

O glufosinato de amônio, conhecido como Finale, é outro ótimo herbicida. Ele mata plantas pequenas e é bom para o manejo sequencial. A dose ideal é de 1,5 a 2,0 L/ha, e os efeitos são vistos em até 5 dias.

Ter apenas seis plantas de capim-amargoso por m² pode diminuir a produtividade da soja em 44%. Por isso, usar herbicidas pós-emergentes é crucial para o sucesso da lavoura.

As plantas de capim-amargoso são mais suscetíveis a herbicidas quando ainda jovens. Isso mostra a importância de controlá-las cedo para evitar prejuízos.

Aplicação de herbicidas pré-emergentes no controle desse capim

A utiliza herbicidas pré-emergentes é essencial para lidar com o capim-amargoso, especialmente em áreas muito afetadas.

Apenas 14% a 18% dos produtores de soja usam esses produtos, mas seu uso está crescendo. Isso acontece porque muitas plantas daninhas estão se tornando resistentes aos herbicidas.

Tu herbicidas pré-emergentes ajudam a controle do banco de sementes do solo. Eles reduzem a chance de o capim-amargoso crescer.

Produtos como Diclosulam, Flumioxazin, S-metalaclor e Trifluralina são usados para isso.

Esses produtos podem ser aplicados no manejo outonal ou no sistema de aplique e plante. É importante considerar fatores como seletividade, persistência no solo e umidade. Isso ajuda a garantir o melhor resultado, como explica o blog Agravance.

Estudos mostram que os herbicidas pré-emergentes são muito eficazes contra o capim-amargoso. Em um estudo no Instituto Federal de Goiás, os produtos Imazetapir+Flumioxazina e Sulfentrazone controlaram mais de 90% do capim-amargoso.

Eles também são uma boa opção financeiramente, pois reduzem a necessidade de aplicar herbicidas em pós-emergência.

Portanto, usar herbicidas pré-emergentes é uma boa estratégia para controlar o capim-amargoso. Isso ajuda a diminuir o banco de sementes e aumenta a produtividade das lavouras.

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Manejo do capim-amargoso nas culturas de soja e milho

Para controlar o capim-amargoso em soja, usar herbicidas seletivos é uma boa estratégia. Isso é eficaz quando as plantas estão novas ou rebrotando.

Os graminicidas clethodim e haloxyfop, junto com o glifosato em soja RR, são opções eficientes.

Em áreas com muitos capins, usar herbicidas pré-emergentes é uma boa ideia. Isso ajuda a diminuir o número de sementes no solo. Produtos como diclosulam, flumioxazin e s-metolachlor são bons para isso.

No milho, controlar o capim-amargoso é mais difícil. Isso porque ambos são gramíneas. Para controlar, usar herbicidas pré-emergentes como trifluralina, s-metolachlor e isoxaflutole é uma boa opção.

Em pós-emergência, nicosulfuron, tembotrione e mesotrione são bons.

É importante lembrar que não há herbicidas seletivos para capim-amargoso em estágios avançados ou perenizados no milho.

Nesses casos, usar práticas integradas como rotação de culturas e monitorar as áreas é essencial. Isso ajuda a evitar o problema de se espalhar.

Concluzie

O manejo integrado é essencial para lidar com o capim-amargoso. Essa planta daninha tem muitas sementes e é resistente ao glifosato. Por isso, precisa de um plano estratégico para ser controlada.

Para criar um bom plano, é importante analisar a situação da lavoura. Isso inclui o nível de infestação e as particularidades da cultura. Um engenheiro agrônomo pode ajudar a escolher a melhor estratégia.

Novas tecnologias também podem ajudar no controle do capim-amargoso. Por exemplo, cultivares resistentes a herbicidas e graminicidas como o haloxifope são boas opções.

Uma boa adubação, com nutrientes como potássio e fósforo, também pode ajudar.

Para vencer o capim-amargoso, é importante usar um management integrat. Fique atento às novas tecnologias e busque ajuda de profissionais.

Assim, você pode proteger suas culturas e aumentar a produtividade.

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